O Instituto Votorantim foi criado no final do ano de 2002, com a visão de “ser referência de ética e empreendedorismo no desenvolvimento social brasileiro” e a missão de “fazer da vida comunitária um ambiente propício para o desenvolvimento social”.
Como diretriz geral para os primeiros anos de atuação, definiu os jovens como público-alvo de seus programas de ação, mantendo até hoje o foco em juventude. Novos desafios surgiram ao longo do tempo, estimulando-o a integrar os princípios de sustentabilidade às suas estratégias, a fim de fortalecer a geração de valor compartilhado do Grupo nos aspectos econômico, social e ambiental.
Ao atingir esse ponto de maturidade em relação à sua visão e missão, o Instituto Votorantim avança na gestão dos investimentos sociais, considerando a necessidade de uma abordagem mais integrada das iniciativas apoiadas localmente, como forma de buscar resultados de maior escala.
Essa perspectiva de atuação também expande o conceito de investimento social, considerando como insumos para o desenvolvimento sustentável todos os ativos, oportunidades e sinergias existentes, como é o caso da própria capilaridade e da capacidade de gestão do Grupo Votorantim.
Assim, enfatiza-se cada vez mais sua co-responsabilidade pela promoção do desenvolvimento dos territórios onde atua e o interesse em construir sólidos laços de confiança com a comunidade, dentro de princípios que fortaleçam as bases do capital social local.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem como missão promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira, com geração de emprego e redução das desigualdades sociais e regionais. Para tanto, é o principal instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os segmentos da economia.
Por meio de sua Área de Inclusão Social, o BNDES ampliou o apoio a empreendimentos de economia solidária, tendo como objetivos estratégicos a ênfase no adensamento de cadeias produtivas e a promoção do desenvolvimento sustentável com foco no território. Nesse sentido, o Banco prioriza sua atuação em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), no entorno de grandes projetos industriais e de infraestrutura e nos Territórios da Cidadania, definidos pelo Governo Federal.
Em linha com esses objetivos, o Banco busca associar-se a parceiros com expertise em aplicação, monitoramento e avaliação de investimentos sociais, especialmente institutos e fundações empresariais sem fins lucrativos, que para além de investidores posicionam-se hoje como gestores de iniciativas sociais, adotando padrões de transparência e legitimidade na aplicação de competências e recursos.
A esses padrões de investimento social qualificado, planejado e monitorado por indicadores claros e alinhados à sustentabilidade, o BNDES deseja somar sua capacidade de dar escala a projetos sociais, na dimensão que o País requer, para um desenvolvimento em bases justas e sustentáveis.
A primeira etapa do programa ReDes trabalhou no reconhecimento dos potenciais produtivos e sociais das localidades. Em um processo participativo, diagnósticos socioeconômicos foram construídos, conselhos comunitários implantados e linhas de ação definidas.
Diagnósticos socioeconômicos
A caracterização da dinâmica socioeconômica dos municípios foi a primeira ação do programa ReDes. Realizado de forma participativa, considerando a análise de dados socioeconômicos secundários e o diálogo com a comunidade, os diagnósticos permitiram um aprofundamento no conhecimento da realidade das comunidades, trazendo à tona oportunidades, demandas e redes de relacionamento locais.
A segunda etapa do Programa ReDes se propôs a fortalecer os conselhos comunitários constituídos nos 25 municípios; apoiar o desenvolvimento dos projetos a serem apresentados ao programa e selecionar as iniciativas, a partir de um série de critérios pré-estabelecidos.
O Papel dos Conselhos Comunitários
Frente ao desafio de fortalecer os conselhos comunitários, as equipes do programa buscaram envolver estas instâncias participativas no processo de criação dos projetos. O envolvimento dos conselhos na estruturação das propostas foi fundamental para dar legitimidade a esta instância, além de promover maior participação de agentes locais no processo de reflexão sobre iniciativas viáveis para geração de trabalho e renda nos municípios.
Após a seleção de projetos, no final da etapa 2, o programa ReDes entra em uma nova fase: a de implementação e monitoramento dos 45 projetos aprovados.
Como se dá na prática a parceria entre BNDES e Instituto Votorantim e Qual o período do programa?
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